Magia Zen

Atração do Amor Universal Místico e Esotérico

Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha?

O interessante seria pensarmos antes de olharmos, abaixo, a resposta, pois ela não é tão simples como parece…

Pense…

 

A resposta certa é:  Restam três sapos.

Porque o sapo apenas decidiu pular.

Ele não fez isso.

Nos não somos como o sapo, muitas vezes?

Decidimos fazer isso, fazer aquilo, mas ao final acabamos não fazendo nada?

Na vida, temos que tomar muitas decisões.

Algumas fáceis; algumas difíceis.

A maior parte dos erros que cometemos não se deve a decisões erradas.

A maior parte dos erros se devem a indecisões.

Temos que viver com as consequências das nossas decisões.

E isto é arriscar.

Tudo é arriscar.

Rir é correr o risco de parecer um tolo.

Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.

Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.

Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.

Expor suas ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.

Amar é correr o risco de não ser amado.

Viver é correr o risco de morrer.

Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada.

 A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada.

Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive.

Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade.

Apenas quem arrisca é livre.

O pessimista, queixa-se dos ventos.

O otimista, espera que mudem.

O realista, ajusta as velas.

 

O conto da estrelinha

A ESTRELINHA

Haviam milhões de estrelas no céu.

Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis.

Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:

 

– Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.

– Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a Terra.

 

Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

 

Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

– Por que voltaram? Perguntou Deus, a medida que elas chegavam ao céu.

– Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça…

 

E o Senhor lhes disse:

– Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.

 

Depois que chegaram todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus falou de novo:

– Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

 

Um anjo que estava perto retrucou:

– Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.

 

– Mas que estrela é essa? – voltou Deus a perguntar.

– É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor.

 

E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.

Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a Esperança.

Deus já conhece o futuro, e a Esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.

 

Tenha a estrelinha verde em seu coração, a esperança, e não deixe que ela fuja ou se apague, ela iluminará seu caminho! 

 

 

Magia dos CONTOS…

A pedido de uma leitora muito simpática, começo agora a categoria “Contos” do MagiaZen, espero que todos gostem!!!

Um velho Pinheiro

 

Um dia, diante de uma velha  árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que  “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.  

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria “enxergar o pinheiro na posição correta”?

O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista…

Ninguém ganhou o prêmio e  o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição  correta era “vê-la como uma árvore torta”.

 Só isso!

 

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal.

Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.

Se você tentar “endireitar“ a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer…

… por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

 

Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer.

Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.

Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Nos relacionamentos é comum um  criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha“ e não o que o outro pode oferecer.

Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.

Porque temos essa visão de “consertar“ o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes, e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor.

O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não crie mais dificuldades no  seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são,  muitos dos nossos problemas deixam de  existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez.

Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais  frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

 

Pense nisso…

 

Eu acredito em você !

Paulo Roberto Gaefke