Magia Zen

Atração do Amor Universal Místico e Esotérico

Magia para festejar Iemanjá

Iemanja é uma orrixá de origem africana, e no Brasil, tem grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.

Seu dia é comemorado em 2 de Fevereiro, e a maior festa do país em homenagem à “Rainha do Mar” é em Salvador.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano onde as pessoas fiéis querem estar próximas as águas do mar e pular as famosas “sete ondas” fazendo seus pedidos para o ano que entra.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

“Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta”

Jorge Amado

Data: 2 de fevereiro.

Metal: prata e prateados.

Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.

Sem recriminar ou ofender os fiéis em umbanda e candomblé, mas em comunhão com a Mãe Natureza, existe formas de festejar e agradecer Iemanjá sem depositar objetos, flores ou velas nas praias e nas águas.

Podemos retirar os restos de rituais das praias depois de realizados e evitar enviar objetos por águas, afinal Iemanjá vive das mesmas águas onde depositam seus presentes e que poluem este ambiente de sua morada.

Faça seu ritual para Iemanjá no dia 2 de fevereiro, e se não puder ir ao mar, traga ele até você…

Tenha em mãos uma foto ou imagem de Iemanjá, uma vela branca, um perfume seu, papel branco e lápis, e água do mar (e se não tiver, faça uma mistura de um copo d’água com uma colher de sopa de sal marinho que vende no mercado). Tenha uma panela ou seu caldeirão ao lado e uma pinça.

Escolha um local onde não será incomodado(a).

Sente-se com o material e tente relaxar ao máximo.

Faça em sua frente um mini altar, posicionando a Iemanjá, a vela, o copo de água do mar ou salgada, o perfume e seu papel onde já escreveu seus pedidos.

Quando estiver pronto(a), passe um pouco de seu perfume na vela, com movimento espiral. Acenda a vela com dois palitos de fósforo.

Faça uma oração que aprendeu quando criança e converse com Iemanjá, e em seguida leia seus pedidos para ela.

Quando feito isto, queime o papel dos pedidos na chama da vela , segurado pela pinça e jogue dentro do caldeirão ou panela para que queime totalmente.

Espere esfriar um pouco e jogue as cinzas dentro do copo com a água do mar e deixe o copo ao lado da Iemanjá até a vela terminar de queimar.

Quando a vela acabar de queimar, jogue a água do copo com as cinzas em água corrente (pia do banheiro ou tanque), e arrume o restante das coisas, pois nada mais se joga fora.

Pronto, Iemanjá cuida de tudo pra te ajudar!

Uma breve história da origem de Iemanjá.

A formação histórica do Brasil incorporou a herança de três culturas : a africana, a indígena e a européia. A perseguição se deveu a preconceitos e a crença da elite brasileira numa suposta alienação provocada por cultos nas classes populares.

No início do século XX, surgiu duas tendências de religião, a dos ricos, catolicismo e a dos pobres e populares, que faziam rituais originários da África. E somente na metade do século, as pessoas de classe média começaram a frequentar esses cultos africanos.

E, aos poucos foram mesclando rituais afros com divindades de origem indígena, originando a Umbanda.

Os terreiros de Umbanda são pequenas comunidades religiosas constituídas sob a liderança de pais ou mães-de-santo. Locais onde se buscam soluções para os problemas da população urbana, principalmente da mais pobre. Onde o público presente faz os seus pedidos aos orixás.

A cosmologia da umbanda é bastante variada e hierarquizada. No alto desta hierarquia estão os orixás. OGUM, OXOSSI, XANGÔ, IANSÃ, OXUM, IEMANJÁ, OXALÁ são os mais conhecidos.

Dia 02 de Fevereiro é dia de festa no mar, feita em homenagem a Iemanjá. Mito que atravessou o Atlântico, como vimos acima, vindo da África, ele se instalou na cultura brasileira e se transformou em sinônimo de tolerância, esperança e carinho.

Festejada no país do sincretismo por gente de todas as religiões, classes sociais e níveis culturais, Iemanjá é a rainha das águas salgadas e espécie de padroeira afetiva do litoral brasileiro.

Na África, as esculturas com a imagem e representações ilustrativas de Iemanjá mostram uma mulher morena, de longos cabelos escuros, vestes brancas e seios exuberantes, numa evocação à fertilidade e à figura materna.

No candomblé, a santa veste uma saia rodada, bata de renda, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra, de onde pende uma franja de contas, encobrindo-lhe o rosto.

Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar e recebe a saudação de todos que vão fazer homenagem a ela.