Magia Zen

Atração do Amor Universal Místico e Esotérico

Meditação da Praia…

Recolher algas (ou conchas, mais será mais demorado para montar) suficiente para fazer um pentagrama gigante.

Monte primeiro com a areia o pentagrama para formar o sagrado ponto alto da estrela. Certifique-se de que o início da ponta fica de frente ao oceano para contribuir com a sua energia.

As algas marinhas (ou as conchas) são abençoadas por Iemanjá e, por isso, irá reforçar a sua meditação.

Agora sente no centro do pentagrama, feche os seus olhos e respire profundamente. Permita pensamentos à deriva indo e vindo em sua consciência, não tente focar uma coisa particular. Se você gostar, pode fazer um mantra de sua própria criação ou que você goste mais…

Depois diga:

“Mãe do Oceano, Deusa dos mares,
Proteja este ritual e minha mente,
Ajude a fixar dentro de mim,
O espelho desta imensidão de águas.”

Diga isto uma vez, silenciosamente ou em voz alta e fique receptivo à energia da Mãe Oceano. Em seguida, tomar conhecimento de quaisquer visões ou pensamentos que vêm a você, uma vez que estes irão ajudar a guiá-lo através do próximo ano.

Fique no local o quanto necessitar para se encontrar com seu “EU” mais profundo.

Então entre no mar, e caso goste de um mergulho para recarregar suas energias e limpar energias ruins.

Uma breve história da origem de Iemanjá.

A formação histórica do Brasil incorporou a herança de três culturas : a africana, a indígena e a européia. A perseguição se deveu a preconceitos e a crença da elite brasileira numa suposta alienação provocada por cultos nas classes populares.

No início do século XX, surgiu duas tendências de religião, a dos ricos, catolicismo e a dos pobres e populares, que faziam rituais originários da África. E somente na metade do século, as pessoas de classe média começaram a frequentar esses cultos africanos.

E, aos poucos foram mesclando rituais afros com divindades de origem indígena, originando a Umbanda.

Os terreiros de Umbanda são pequenas comunidades religiosas constituídas sob a liderança de pais ou mães-de-santo. Locais onde se buscam soluções para os problemas da população urbana, principalmente da mais pobre. Onde o público presente faz os seus pedidos aos orixás.

A cosmologia da umbanda é bastante variada e hierarquizada. No alto desta hierarquia estão os orixás. OGUM, OXOSSI, XANGÔ, IANSÃ, OXUM, IEMANJÁ, OXALÁ são os mais conhecidos.

Dia 02 de Fevereiro é dia de festa no mar, feita em homenagem a Iemanjá. Mito que atravessou o Atlântico, como vimos acima, vindo da África, ele se instalou na cultura brasileira e se transformou em sinônimo de tolerância, esperança e carinho.

Festejada no país do sincretismo por gente de todas as religiões, classes sociais e níveis culturais, Iemanjá é a rainha das águas salgadas e espécie de padroeira afetiva do litoral brasileiro.

Na África, as esculturas com a imagem e representações ilustrativas de Iemanjá mostram uma mulher morena, de longos cabelos escuros, vestes brancas e seios exuberantes, numa evocação à fertilidade e à figura materna.

No candomblé, a santa veste uma saia rodada, bata de renda, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra, de onde pende uma franja de contas, encobrindo-lhe o rosto.

Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar e recebe a saudação de todos que vão fazer homenagem a ela.