Magia Zen

Atração do Amor Universal Místico e Esotérico

Reflexão do Osho


“Nunca tenha medo das lágrimas.

A assim chamada civilização fez você temer muito as lágrimas.

Isso criou uma espécie de culpa em você.

Quando as lágrimas chegam você começa a se sentir embaraçado.

Você começa a sentir,

“O que os outros irão pensar? Sou um homem e estou chorando! Isso parece tão feminino e infantil. Isso não devia ser assim”.

Você bloqueia essas lágrimas… e você mata algo que estava crescendo em você.

As lágrimas são muito mais belas do que qualquer coisa que você tenha, porque as lágrimas procedem do transbordamento do seu ser.

Lágrimas não são necessariamente de tristeza; às vezes elas resultam de grande alegria e às vezes resultam de uma grande paz e às vezes do êxtase e do amor.

De fato, elas não têm nada a ver com tristeza ou com felicidade.

Qualquer coisa que agita demasiadamente seu coração, qualquer coisa que se apossa de você, qualquer coisa que é demais, que você não tem como conter e isso começa a transbordar; isso traz lágrimas.

Aceite-as com grande alegria, desfrute-as, alimente-as, dê a elas boas vindas, e através das lágrimas você saberá como orar.

Através das lágrimas você saberá como ver.

Olhos cheios de lágrimas são capazes de enxergar a beleza da vida e as bênçãos dela.”

(Osho)

“Viver perigosamente significa viver.

Se você não vive perigosamente, você não vive.

Você nunca floresce na segurança; apenas na insegurança.

Se você começa a obter segurança, você se torna uma água parada.

Então sua energia não esta mais circulando.

E por que correr riscos e o conhecido é mais seguro?

Então você se torna obcecado pelo familiar.

Você continua ficando farto com isso, você fica entediado com isso, você se sente miserável, mas isso ainda é familiar e confortável.

Pelo menos é conhecido.

O desconhecido cria um temor em você.

Qualquer idéia em relação ao desconhecido e você começa a se sentir inseguro.

Há apenas dois tipos de pessoas no mundo.

As pessoas que querem viver confortávelmente,

Elas estão procurando a morte, elas querem um túmulo confortável.

E as pessoas que querem viver,

Elas escolhem viver perigosamente, porque a vida só floresce quando há risco.”

( Osho )

MAGIA NA ARTE DE ESTAR COM O OUTRO

O amor significa a arte de estar com os outros.

Meditação significa a arte de estar consigo mesmo.

São dois aspectos da mesma moeda.

Uma pessoa que não sabe como estar com ela mesma verdadeiramente não pode relacionar-se com os outros.

O relacionamento dela será inconveniente, sem graça, feio, fortuito e acidental. Sempre oscilará e nunca ganhará profundidade.

E vice-versa: a pessoa que não é capaz de estar com os outros, de relacionar-se, achará muito difícil relacionar-se consigo mesma, porque a arte de relacionar-se é a mesma.

Seja relacionar-se com os outros ou consigo mesmo, não faz muita diferença: é a mesma arte.

Essas artes têm que ser aprendidas juntas, simultaneamente; elas são inseparáveis.

Relacione-se com as pessoas como se você estivesse cantando uma canção, como se você estivesse tocando numa flauta; cada pessoa precisa ser pensada como um instrumento musical.

Respeite-as, ame-as e adore-as, porque cada pessoa é uma face oculta do divino.

Portanto seja bem cuidadoso, bem atento. Lembre-se do que você está dizendo; lembre-se do que você está fazendo.

Pequenas coisas bastam para destruir relacionamentos, e pequenas coisas tornam relacionamentos tão belos.

Às vezes basta um sorriso, e o coração do outro se abre para você; às vezes basta um olhar errado em seus olhos, e o outro se fecha.

É um fenômeno delicado. Pense nisso como uma arte, a vida tem que ser aprendida como uma arte, muito cuidadosamente, bem deliberadamente.

Assim, o relacionamento com os outros precisa se tornar um espelho: veja o que você está fazendo, como você está fazendo isso e o que está acontecendo.

Que está acontecendo ao outro? Você está provocando sofrimento nele? Você está criando um inferno para ele?

Então retire-se. Mude suas maneiras.

Embeleze a vida ao seu redor.

Deixe que cada pessoa sinta que o encontro com você é uma dádiva, que apenas por estar com você algo começa a fluir, a crescer.

E quando você estiver sozinho, então sente-se totalmente em silêncio, absolutamente em silêncio, e observe a si mesmo.

Assim como o pássaro tem duas asas, deixe amor e meditação serem suas duas asas. Crie uma sincronicidade entre eles, assim eles não estarão de maneira alguma em conflito um com o outro, mas cuidando um do outro, alimentando um ao outro, auxiliando um ao outro.

Esse vai ser o seu caminho: a síntese entre amor e meditação.

Osho: The Rainbow Bridge

O que é o amor? Eu não sei.

Tudo que sei é que experimentar o amor é uma das mais belas experiências da vida.

Para vivenciarmos o verdadeiro amor, quatro passos devem ser celebrados.

O primeiro passo é: esteja aqui e agora – porque o amor só é possível aqui e agora.

O segundo passo em direção ao amor é libertar-se dos sentimentos negativos… porque muitas pessoas amam, mas seu amor está contaminado por sentimentos como ciúme, possessividade, medo.

O terceiro: compartilhe. O amor é uma fragrância a ser compartilhada, irradiada. O amor não pode ser acumulado; ele só pode ser compartilhado.

E o quarto: seja um nada. Somente quando você está vazio de você, há o amor. Quando você está cheio de ego não é possível amar.

O amor e o ego não podem existir juntos. É impossível o amor e o ego estarem juntos porque amor e Deus são sinônimos.

Somente uma pessoa que aprendeu a amar é madura. Uma pessoa madura não “cai de amor”, ela se “eleva no amor”.

E quando duas pessoas maduras estão se amando, um dos maiores paradoxos da vida acontece.

Elas estão juntas, são quase um, mas esta unidade não destrói a individualidade. Na verdade realça.

Duas pessoas maduras em verdadeiro em amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, mais plenas, mais completas.

(Osho)